Estudo aponta que índices de acesso à água tratada e saneamento divergem no Rio Grande do Sul

Arianne Lima

Estudo aponta que índices de acesso à água tratada e saneamento divergem no Rio Grande do Sul
Um estudo divulgado pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE), na quinta-feira (29), aponta que os índices de acesso à água tratada e sanemento divergem no Rio Grande do Sul. Enquanto o percentual de pessoas com água tratada em domicílios está acima da média nacional, o número de gaúchos sem acesso ao serviço de coleta de esgoto sanitário está bem abaixo da média registrada no país.

Os dados são relativos ao ano de 2020 e fazem parte do estudo “A situação do Rio Grande do Sul no cumprimento das metas do ODS 6″, produzido pelo departamento, vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG). O trabalho dá sequência às pesquisas do setor destinado a monitorar a situação do Estado em relação aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs), estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Acesso à água tratada

Conforme o levantamento, 86,3% da população do Rio Grande do Sul residem em domicílios com acesso à água tratada. O percentual está acima da média nacional, que é de 82,7%. Também foi constatado que de 497 municípios gaúchos, 210 possuíam mais de 95% da população com acesso a esse serviço, ou seja, 42,3% do total. Em contraponto, 114 municípios tinham menos da metade da população com acesso aos sistemas de abastecimento de água potável.

Índices de saneamento apresentam baixa

O estudo também revela que, em 2020, apenas 33,5% da população do Rio Grande do Sul contava com acesso ao serviço de coleta de esgoto sanitário. O percentual encontra-se abaixo do registrado no país, que é de 55%. No Estado, 29 municípios (5,8% do total), contavam com mais da metade da população morando em domicílios com acesso à coleta de esgoto, enquanto 376 municípios (75,7% do total) não possuíam acesso ou não disponibilizaram dados sobre a abrangência desse serviço.

Doenças e internações

Além dos dois temas centrais, o estudo também apresenta dados sobre internações causadas pela falta de saneamento no Estado. No primeiro ano da pandemia da covid-19, período em que houve restrições do acesso aos serviços de saúde, o Estado registrou 4.814 internações por doenças associadas a esta causa, sendo constatada uma queda de 40,8% em relação a 2019, quando foram contabilizadas 8.129 internações. Em 2018, foram 7.923 internações.

Entre as pessoas mais afetadas pelas doenças, estão as mulheres, que representaram 50,8% do total das internações, percentual similar à sua participação na população do Estado (51,8%). Em relação à faixa etária, crianças de até 14 anos responderam por 33,6% das internações, sendo a faixa etária de zero a quatro anos responsável por 22,2% do total. Na outra ponta, pessoas acima de 60 anos somaram 32,1% do total de internados por esta causa.

*com informações do DDE/SPGG

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